A mágica de ter que produzir do lado de quem não se deseja estar!
O que fazer para facilitar a difícil missão de, além de ter que trabalhar suportar os desafios de conviver com pessoas que preferíamos não tê-las conhecido?
Em diversas oportunidades tenho, por vezes, me deparado com essa indagação. Fico imaginando, cá com meus botões, se alguém tivesse essa resposta ou a fórmula: estaria rico!
A primeira verdade que temos que entender é que essa fórmula não existe e isso não quer dizer que nada se pode fazer e simplesmente se acostumar em ter que conviver com a infelicidade de, no dia a dia, trabalhar com quem não suporta.
Quando afirmo isto, é porque trabalhar com pessoas é trabalhar com diferenças de pensamentos, costumes, culturas, temperamentos e, principalmente, comportamentos.
Diante desse quadro, é certo que a partir daí temos que nos lembrar que se nós não somos como nossos pais desejariam, nem tampouco nossos filhos agem como desejaríamos, como podemos admitir que nossos colegas de trabalho tem que ser e agir da forma como nos convém para que assim, possamos “suportá-los”?
Consciente disso, já iniciamos a melhor estratégia para produzir do lado de quem preferíamos “distância”.
Passo seguinte é começar a buscar ser o que não é comum, ou seja, lidar com “gente” difícil é fácil? Claro que não, mas essa resposta é unânime e unanimidade, nessas situações, nos leva ao comportamento comum, o comportamento da média.
Aprendi em minha vida profissional, que se encontrar na média é se situar onde não está o referencial, o diferencial profissional.
Vejo que o atual momento Brasil de oportunidades passa obrigatoriamente pela visão da “raridade”. Então, mudar pessoas de lugar ou mesmo demiti-las, não é uma atitude referencial, até porque todos são capazes de assim agir (lembre-se que o primeiro sentimento que chega a nossa cabeça quando não gostamos de uma colega de trabalho é o desejo de vê-lo transferido ou demitido). Mudar a conscientização das pessoas em função do que se espera delas, para a conquista dos resultados, é a chave para se tornar a raridade que tanto busca o mercado.
Não quero aqui falar se é fácil ou difícil, quero apenas fazer lembrar a importância do trabalho em equipe. Questões de ordem pessoal deve se limitar às calçadas da empresa e não, ao seu interior. Se o próprio Jesus Cristo não conseguiu ser amado por todos, como queremos ser?
Todavia, a convivência profissional não pode ficar condicionada a uma boa relação pessoal. Claro que se esta existir, o processo fica fácil, mas se não existir, que a fala dela não seja o empecilho de uma pretensão.
Se prestarmos bem atenção, o que em muitas situações nos falta chama-se HUMILDADE! Se você é capaz de ouvir, de agüentar ou mesmo de sofrer mais que os outros, porque não maximiza a utilização desses dons divinos? Churchil não ganhou a grande batalha porque sempre teve razão, porque o seu exército era mais forte ou porque tinha um maior número de soldados, mas porque soube inteligentemente utilizar a hora de recuo como uma estratégia de vitória!
Temos que parar de ser chatos com quem é conosco. De parar de dar bom dia às pessoas simplesmente porque elas não nos dão ou porque não nos respondem. Temos que fazer por nós mesmos, parar de se nivelar por baixo copiando o que não é referência, o que não nos diferencia.
A Arte da raridade profissional de comportamento está exatamente no “poder” de compreender o ser humano e as circunstâncias que definem e explicam as suas atitudes e os seus complexos.
Deus é tão magnífico em seu plano maior, que nos deu até mesmo a oportunidade de treinar a nossa paciência no dia-a-dia, convivendo com pessoas que existem só para isso.
Pense nisso!
Até a próxima!