O Poder de Demissão ao Cliente

Ninguém, atualmente no Brasil, demite tanto quanto cliente.

Chegamos a um tempo no qual até a própria empresa pode ser totalmente demitida pelo cliente, quando ele deixa de nela comprar.

O grande problema do mercado é que muitos profissionais ainda não compreenderam esse momento.

O cliente de hoje é culto (sabe que tem opções e que é uma ilha cercada de fornecedores); é corajoso (se mal atendido por funcionário, procura o gerente, se pelo gerente, procura o dono, se pelo dono, procura o concorrente); é exigente (todavia, apenas cerca de 11% deles reclama, o restante não volta mais); mas, principalmente, lembrado de onde está a diferença, o ideal, onde ser fiel.

Essa mudança ocorreu não porque o cliente se transformou, mas, porque o mercado mudou e, em conseqüência, o cliente mudou.

O segredo é sempre nos comportarmos como se a qualquer momento pudéssemos estar de aviso prévio, é pensando o tempo todo assim que a vigilância de comportamento e de postura para a ser o escudo necessário e fundamental para a proteção que faz seguir o crescimento profissional.

A empresa que enxerga ser o cliente o seu principal ativo, embora ele não apareça em seu balanço, é a empresa que cresce nesse mercado de oportunidades.

Então, qual a solução? APERFEIÇOAMENTO DA CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL, que é sinônimo de treinamento.

Logicamente sabemos que a principal conseqüência de “treinamento” é a atitude daqueles que fazem toda a diferença de um negócio.

Outro dia, fui a um aniversário de um amigo que reuniu em uma pizzaria recém inaugurada, algumas pessoas de sua intimidade cotidiana. Após todos se furtarem de tanto comer pizza e o famosos “parabéns a você”, pediu-se a conta, quando então o garçom perguntou ao aniversariante se ele teria alguma pizza de sua preferência para lhe poder oferecer em comemoração àquela data. Ele, então, respondeu que gostaria de uma de banana com caramelo. Cerca de vinte minutos depois, e nada da chegada da pizza, o meu amigo, mais uma vez voltou a pedir a conta e o garçom perguntou se ele poderia esperar apenas para cortar e servi-la, pedindo desculpas pela demora, porque como a sua pizzaria ainda não dispunha daquele sabor, ele teve que mandar buscar em seu concorrente, pois o mais importante era ele (o aniversariante) dali sair totalmente satisfeito, principalmente porque aquele era o dia de seu natalício e nada poderia deixar de sastifazê-lo.

Tenho certeza que esse garçom, com atitudes assim, jamais será demitido por um cliente.

Até a próxima!