Zona de conforto e suas armadilhas

Termos, frases, chavões e palavras, surgem a cada dia em uma velocidade incrível, com a finalidade de demonstrar situações ou mesmo sentimentos que norteiam o mundo corporativo.

A chamada ZONA DE CONFORTO tem sido ultimamente por demais delineada em diversos artigos dos meios de comunicação voltados para o mercado como um todo.

Poderíamos imaginar este termo como algo que seja sinônimo de tranqüilidade, situação que se busca alcançar ou qualquer sentimento que dê a sensação de dever cumprido, como por exemplo, SOSSEGO.

Esta é a armadilha!

Ao contrário de tudo isso, ZONA DE CONFORTO significa o momento de maior preocupação de um profissional ou empresa.

Sossego é algo em nossos dias de oportunidades globalizadas que não mais existe. Não há um profissional ou segmento de mercado que viva sem a pressão do fazer mais com menos e de maximizar resultados.

Não havendo sossego, surge então, a falta de sossego, não?

Todavia há duas formas de você encarar a falta de sossego: a primeira é preocupando-se com problemas existentes, falta de dinheiro, inimizades, dificuldades, falência, etc.; a segunda é preocupando-se em como faturar mais, soluções, otimização de estratégias de alavancamento, aumento de networking, inovação, iniciativa, oportunidades, etc.

A escolha é sempre sua, mas, não esqueça: sossego não mais existe.

Então, seja sábio para escolher qual a falta de sossego que fará a diferença em sua vida.

Na ZONA DE CONFORTO, situações que podem se tornar armadilhas de difíceis soluções são vividas sem que se perceba do iminente perigo, senão vejamos:

1. Quando a meta de produção é alcançada, o sentimento do “ESTÁ DANDO CERTO” provoca uma acomodação que gera o sossego. Isso impede a visão das ameaças e da necessária e cotidiana inovação;

2. A tranqüilidade gerada pela “VENDA CERTA” gera uma tranqüilidade que impede a preocupação do que a concorrência está fazendo ou por fazer;

3. No contexto do profissional, as atitudes que levam a ocorrer os dois primeiros itens acima, faz surgir o sentimento do “NÃO PRECISO MUDAR A ESTRATÉGIA”, pois em time que ganha, não se mexe;

Vemos, pois, que tudo isso deve acontecer totalmente ao contrário. É quando está dando certo que já se deve ter algo ainda mais novo para surpreender o cliente e instigá-lo a pensar: AGORA É QUE VAI BOMBAR!

É exatamente em time que está ganhando que se deve mexer! No futebol moderno ganha o jogo o time que dispor do melhor banco de reservas. A nossa seleção de vôlei não consegue repetir a escalação do primeiro semestre no segundo. Essa é a razão do Bernardinho ser o que é no mundo: o líder da melhor seleção do globo terrestre.

As estratégias do outrora não servem mais para os dias atuais. Passar em um concurso público com vinte anos de idade, simplesmente porque terá a tranqüilidade de uma aposentadoria, é pedir para ficar velho aos vinte anos.

Não se pode confundir segurança com acomodação.

Manter a roda girando e buscar sempre outros meios para se viver melhor, é o ingrediente que falta para facilitar o alcance do sucesso.

O surfista, mesmo estando na primeira colocação, sempre busca a onda mais alta, a mais difícil, para se manter na posição de destaque e, com isso, impossibilitar o segundo lugar de lhe tirar o título de campeão.

Portanto, se você ou sua empresa, estiver vivendo em uma ZONA DE CONFORTO, saia urgentemente dela e seja um novo surfista.

Boa sorte e até a próxima.