Profissionais empregados têm maior poder de barganha nos processos seletivos
Na procura por uma recolocação no mercado de trabalho, profissionais empregados têm mais sucesso na elevação do salário do que os desempregados. É o que diz uma pesquisa realizada pela Catho Online com 16.207 pessoas.
Segundo o levantamento, neste ano, 72,5% dos profissionais empregados conseguiram uma nova colocação com um salário mais elevado do que o que recebiam. No ano de 2007, o percentual foi de 68,7%.
Por outro lado, neste ano, entre os profissionais desempregados, 44,7% afirmaram que tiveram uma proposta de emprego com um salário superior ao do seu antigo emprego. O resultado é maior do que o alcançado há dois anos, quando 40,4% dos consultados relataram esse fato.
“O profissional que está no mercado possui mais oportunidade de realizar cursos e outras atividades que promovam a atualização e reciclagem profissional, o que conta muito na hora de pleitear um aumento junto ao atual empregador na negociação salarial”, diz o diretor de Marketing da Catho Online, Adriano Meirinho.
Ele explica ainda que “não é que o profissional desempregado deixe de ser atualizado, mas, por estar em uma situação de desvantagem, é mais difícil negociar uma remuneração maior do que ao antigo emprego”.
Valores
Dentre aqueles que conseguiram um novo emprego, empregados ou desempregados, a pesquisa constatou que a maior parte (34,5%) teve um aumento de salário entre 11% e 20%. No ano de 2007, por sua vez, a maior parte (27,9% ) dos profissionais consultados teve uma proposta salarial superior de 21% a 30% em relação ao salário anterior.
Neste ano, entre os profissionais empregados, a maior parte (19,3%) disse que recebeu uma proposta salarial de 21% a 31% maior do que a sua atual remuneração. Já com relação aos profissionais desempregados, a maior parte (28,7%) teve uma proposta salarial de 11% a 20% superior ao seu emprego anterior.
Benefícios
Com relação aos benefícios, 61,5% dos profissionais empregados disseram que receberam propostas superiores aos obtidos no atual emprego. Outros 26,3% relataram que os benefícios foram iguais e 12,2%, inferiores.
Já entre os desempregados, na mesma base comparativa, 43,9% afirmaram que receberam benefícios superiores aos do antigo emprego, enquanto outros 30% disseram que foram os mesmos e 26,1% contaram que tiveram propostas inferiores.