Tornando-se um líder carismático

Com o crescimento da campanha de Barack Obama, a discussão inevitável sobre carisma volta à tona. Kate Zernike, do The New York Times, comentou sobre o papel que o carisma vem tendo na política presidencial desde Theodore Roosevelt. Obama pode certamente emocionar o coração e mente de seus seguidores com sua retórica assim como com seu condutor senso de esperança. E desta forma, a questão surge para líderes não pertencentes à arena política: O carisma é necessário? Não, mas certamente ajuda.

O carisma fornece ao líder a margem que ele necessita para dar às pessoas uma razão para acreditar em sua liderança. O carisma em si é o brilho na maçã, mas não a maçã propriamente dita. Como postulam os cientistas de comportamento, o brilho frequentemente é visto da forma como as pessoas querem vê-lo: é o reflexo delas mesmas. A substância vem do líder. Em termos de venda, o carisma abre a porta, mas o líder necessita fechar a venda.

Aqui seguem algumas sugestões para o desenvolvimento do seu carisma ou ao menos para fazer brilhar sua própria “maçã”.

Conheça a si mesmo:Uma das coisas que identificamos em líderes é que eles irradiam confiança. A confiança emerge do senso de personalidade. Eles sabem que são aptos para o trabalho que fazem e anseiam por ele. Ou melhor, e isto é de onde o carisma vem, ele fazem você sentir que eles podem fazê-lo. E mais ainda, você pode ajudá-los a fazê-lo. “Não pergunte ao seu país o que ele pode fazer por você mas sim o que você pode fazer por ele” não é simplesmente um grande pedaço de retórica. Foi uma convocação de John F. Kennedy para ações da nova geração de cidadãos.

Pratique falar em público: Liderança é um ato público. Significa estar de frente de uma audiência e dar o recado. Frequentemente, a não ser que você seja um titã corporativo ou político, você falará para pequenos grupos, mas independentemente do tamanho da sua audiência, você precisa falar com conhecimento de causa bem como com convicção.

Seja humilde: Isto parece ser a antítese do carisma, mas não é. Os líderes que “levantam vôo” no palco mas ligam o “fio terra” quando falam ou escutam, em uma conversa a dois, são aqueles que inspiram lealdade. Frequentemente na história dos grandes homens, ou mais especificamente na das grandes mulheres, escutamos os seguidores dizerem: “Ela fez me sentir como se eu fosse a pessoa mais importante da sala”. Esse é o reverso do carisma. Fazer a outra pessoa sentir-se especial. Esta pode ser o dom derradeiro do carisma, a conexão “um-pra-um” com os indivíduos.

Tão desejável como de fato é, o carisma possui uma desvantagem. Como cita Zernike, o carisma pode gradualmente mudar esta idéia para “o culto da personalidade”. Se a inspiração basear-se apenas na aspiração, em vez de transpiração, ela evapora-se.

Por último, líderes são julgados por resultados. Se estes são bons, as pessoas ficam satisfeitas. Se são fracos, as pessoas ficam decepcionadas, não importa quão bonito, atraente, encantador ou inspirador você seja.

Ter carisma é desejável mas a ausência dele não condena o líder ao fracasso.

Você está apto a desenvolver seu carisma? Você está apto a ter sucesso mesmo não o tendo?

John Baldoni é consultor/coach de liderança e palestrante, bem como autor de seis livros sobre este assunto.